
Em setembro, a inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) subiu para 0,28%, uma aceleração em relação ao índice de agosto, que foi de apenas 0,03%. No entanto, esse valor continua abaixo da média nacional, que registrou uma inflação de 0,44%. A RMS ocupou a quinta posição entre os 16 locais pesquisados, apresentando um dos índices mais baixos do país.
O aumento da inflação foi impulsionado pela alta nos preços da habitação, que subiu 2,38%, especialmente em decorrência do aumento da energia elétrica (5,98%) e do gás de botijão (2,84%). Estes itens foram os principais responsáveis pela elevação do custo de vida na região.
Por outro lado, quatro grupos de produtos e serviços apresentaram deflação, com destaque para alimentação e bebidas, que tiveram uma queda de 0,26%, marcando a terceira retração consecutiva nesse segmento. Os transportes também registraram uma leve diminuição de 0,23%.
Entre os produtos que mais contribuíram para a queda de preços, os alimentos se destacaram, com a cebola liderando a lista, apresentando uma queda expressiva de 33,87%. Outros alimentos que tiveram quedas significativas foram o repolho (-13,65%) e a batata-inglesa (-13,53%).
No acumulado do ano, a inflação na RMS chega a 2,96%, ainda abaixo da média nacional de 3,31%. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada na região é de 3,95%, também inferior ao índice nacional de 4,42%. Esse resultado representa a menor inflação acumulada na RMS em quatro anos.
Além do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da RMS subiu para 0,27% em setembro, após uma queda de -0,09% em agosto. O INPC, que mede a inflação para famílias de baixa renda, acumulou alta de 2,66% de janeiro a setembro, novamente inferior ao índice nacional de 3,29%, as informações são da Seção de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia (SDI-BA).
Os dados refletem um cenário de variações complexas, com pressões em alguns setores enquanto outros apresentam quedas, indicando uma dinâmica inflacionária diversificada na região.